Arquivo da Categoria ‘CELERIDADE/MOROSIDADE’

“Esselentíssimo Juiz”

Apesar de lamentável, o caso da sentença proferida após 53 anos nos remete à já clássica anedota forense “Esselentíssimo Juiz”:

Ao transitar pelos corredores do fórum, aquele advogado (e professor) foi chamado por um dos juízes:
- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição.
Estampado logo na primeira linha do petitório, lia-se: “Esselentíssimo Juiz”.
Gargalhando, o magistrado lhe perguntou:
- Por acaso esse advogado foi seu aluno na Faculdade?
- Foi sim – reconheceu o mestre. Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere?
O juiz pareceu surpreso:
- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra Excelentíssimo?
Então explicou o catedrático:
- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras. O certo então seria dizer: “Esse lentíssimo juiz”.

Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou o tratamento de “Excelentíssimo Juiz” sem antes perguntar:
- Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento?

Justiça

HAJA PACIÊNCIA: JUSTIÇA DO ACRE DEMOROU 53 ANOS PARA SENTENCIAR PROCESSO

O Blog da Amazônia noticiou o julgamento do processo mais antigo da história do TJ/AC.

A batalha judicial iniciou-se em 1956 — perdurando, portanto, por quase cinquenta e três anos — e julgada, em 1ª instância, em agosto/09.

A solução final, contudo, provavelmente está longe de ser alcançada, já que as partes apelaram.

De fato,  já se passaram mais de dois meses da publicação da sentença e o feito ainda aguarda o termo dos prazos processuais e a manifestação das partes para ser encaminhado ao TJ.

E se na 1ª instância o julgamento demorou cinquenta anos…  

Para os que eventualmente queiram acompanhar o trâmite do feito (espero que estejamos todos vivos quando a decisão final for proferida!), o seu número é 011.56.000001-5 . A consulta, inclusive à sentença, pode ser feita no sítio ofícial do TJ/AC.

Veja, abaixo, a matéria do Blog da Amazônia, também publicada pelo Blog do Altino e pelo Diário de um Juiz.

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